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Lucros dos bancos subiram no primeiro trimestre de 2026

Lucros dos bancos subiram no primeiro trimestre de 2026

Os lucros de alguns dos bancos que operam em Portugal registaram lucros no primeiro trimestre de 2026.

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No dia em que vai ser vendido aos franceses BPCE, o Novo Banco anunciou que teve lucros de 200,7 milhões de euros no primeiro trimestre de 2026, mais 13,2 por cento do que nos primeiros três meses de 2025.

Esta quinta-feira, os atuais acionistas (o fundo norte-americano Lone Star, com 75%, e o Estado português, com 25%) formalizam a venda da totalidade do banco ao grupo francês Banque Populaire et Caisse d'Epargne (BPCE).

Já o grupo financeiro espanhol Santander, um dos maiores bancos do mundo e que está presente em vários países europeus, reportou lucros de 5.455 milhões de euros no mesmo período, mais 60 por cento do que nos primeiros três meses de 2025.

Segundo os resultados que comunicou à Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV) de Espanha, as receitas totais do Santander cresceram 4% no primeiro trimestre, comparando com os mesmos meses de 2025, para 15.140 milhões de euros, enquanto os custos caíram 3% (6.484 milhões de euros).

No ano passado, teve lucros recorde de 14.101 milhões de euros, mais 12% face a 2024.

O Santander atribuiu o resultado ao impulso do "êxito da execução da ONE Transformation, a estratégia que inclui a implementação de plataformas globais partilhadas que permitem um crescimento escalável e uma redução do custo de serviços".

Por outro lado, o Santander Totta, que pertence ao grupo espanhol, registou uma queda de 9.8% nos lucros do que nos primeiros três meses de 2025.O Abanca alcançou lucros de 25,7 milhões de euros, em Portugal, durante o primeiro trimestre, mais 21,2% em relação ao mesmo período de 2025.

No mercado nacional, o lucro antes de impostos aumentou 29,9% atingindo 36,7 milhões de euros, enquanto os impostos e outros encargos subiram 56,4%, situando-se em 11 milhões de euros.

Entre janeiro e março, o volume de negócios centrou-se nos 20.445 milhões de euros.

Também o lucro do Bank Millennium S.A., com sede em Varsóvia (Polónia), subiu 68% no primeiro trimestre do ano face ao período homólogo, para 71,2 milhões de euros (301 milhões de zlótis), anunciou o Banco Comercial Português (BCP).

Num comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) sobre os resultados – preliminares e não auditados - do primeiro trimestre deste ano, o Millennium BCP, que detém 50% do Bank Millennium S.A., diz que, apesar da evolução positiva, o resultado manteve-se condicionado pelos encargos relacionados com a carteira de créditos hipotecários denominados em francos suíços.

O CaixaBank, que detém o BPI em Portugal, teve lucros de 1.572 milhões de euros no primeiro trimestre deste ano, mais 7% do que no mesmo período de 2025.

Segundo os resultados que comunicou à Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV) de Espanha, o CaixaBank contava com 670 mil milhões de euros de ativos no final do primeiro trimestre (janeiro a março) e 20,8 milhões de clientes em Espanha e Portugal, os dois mercados em que opera.

O grupo CaixaBank teve lucros de 5.891 milhões de euros em 2025, mais 1,8% do que no ano anterior.

Outro banco espanhol, o BBVA viu os lucros subirem 10,8% no 1.º trimestre para 2.898 milhões de euros.

Na informação enviada à Comissão Nacional do Mercado de Valores Mobiliários (CNMV) espanhola, o banco refere que as contas do primeiro trimestre incluem uma provisão que ronda os 81 milhões de euros para o imposto sobre margens de juros e taxas em Espanha, conhecido como imposto bancário, em linha com os 85 milhões do mesmo período de 2025.

Já o britânico Barclays teve lucros de 1.932 milhões de libras (2.241 milhões de euros) no primeiro trimestre, mais 4% que no mesmo período de 2025, devido ao bom desempenho em todas as suas divisões.

O banco indicou num comunicado enviado à Bolsa de Valores de Londres que os lucros antes de impostos alcançaram entre janeiro e março 2.814 milhões de libras (3.264 milhões de euros), um aumento de 3% em relação ao mesmo trimestre do ano passado.

Também o britânico Lloyds Banking Group chegou aos 1.555 milhões de libras (1.788 milhões de euros) no primeiro trimestre do ano, um crescimento de 37% em relação ao período homólogo, impulsionado por maiores receitas e controlo de custos.

Num comunicado enviado à Bolsa de Valores de Londres, o banco informou que o lucro antes de impostos subiu 33% no trimestre, para 2.025 milhões de libras (2.328 milhões de euros), enquanto o lucro líquido alcançou os 4.785 milhões de libras (5.502 milhões de euros) entre janeiro e março, um aumento de 9%.

O banco alemão Deutsche Bank anunciou hoje um lucro líquido de 1,912 mil milhões de euros no primeiro trimestre, um aumento de 7% face ao ano anterior.

De acordo com o relatório, o Deutsche Bank especificou que as receitas melhoraram nos primeiros três meses do ano, atingindo os 8,671 mil milhões de euros (um aumento de 2% em comparação com o primeiro trimestre de 2025).

O banco suíço UBS encerrou o primeiro trimestre do ano com um lucro líquido atribuível aos acionistas de 3.040 mil dólares (2.597 milhões de euros), um aumento de 79,7% em comparação com o período homólogo.

A receita líquida do UBS até março atingiu os 12.166 milhões de euros, 13,4% acima dos valores do primeiro trimestre de 2025, enquanto o montante destinado à cobertura de perdas com crédito chegou aos 60 milhões de euros, uma redução de 30%.

c/agências 
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